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segunda-feira, 9 de março de 2009

Depeche Mode - Wrong



Sounds of the Universe chegando... Tour of the Universe passando pelo Brasil...
E quem vos fala morrendo de ansiedade.

O single do novo álbum já foi escolhido e o clipe oficial lançado. Na minha opinião, casamento perfeito entre som, letra e imagem.
Detalhe para a aparição charmosa do trio em poucos segundos do vídeo.

Letra:
I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique

Wrong
Wrong

There's something wrong with me
Cannot be something wrong with me
Inherently

The wrong mix in the wrong jeans
I reached the wrong ends by the wrong means
It was the wrong plan
In the wrong hands
With the wrong theory for the wrong man
The wrong lies, on the wrong vibes
The wrong questions with the wrong replies

Wrong
Wrong

I was marching to the wrong drum
With the wrong scum
Pissing out the wrong energy
Using all the wrong lines
And the wrong signs
With the wrong intensity
I was on the wrong page of the wrong book
With the wrong rendition of the wrong hook
Made the wrong move, every wrong night
With the wrong tune played till it sounded right, yeah

Wrong
Wrong
Too long
Wrong

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique

Wrong...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Relatos de uma Lan House

Trabalhos em que é necessário contato com pessoas são os piores.

É fácil chegar numa conclusão assim quando se trabalha tendo contato com pessoas. E das mais folgadas.
Eu poderia até dizer que gente folgada se concentra em certos tipos de lugares como mercadinhos, colégios e Lan Houses.
Talvez você discorde do último lugar-que-atrai-folgados, mas pessoalmente falando, posso afirmar com veemência que a cada dez clientes que se aproximam do estabelecimento,
no mínimo, uns seis vão gerar algum tipo de problema.

Trabalho numa Lan House há mais de dois anos. São muitos os casos acontecidos que provam as afirmações acima.

Posso começar citando os motivos que levam uma pessoa a tal lugar.
Você pode responder que procuram acesso à Internet ou jogos.
Mas ao trabalhar numa Lan, você descobre que os objetivos não são tão claros assim.
As pessoas confundem Lan Houses com praças de alimentação, por exemplo.
Sim, chegam com alguns lanches, sentam na "fila de espera" (sem estar necessariamente esperando algum computador), começam a comer e esperam alguns amigos pra completar o grupo.
A essa altura, você está tão perplexo que nem sabe o que fazer. Com o tempo, se acostuma,
e percebe logo quem quer se distrair desse jeito, convidando-o gentilmente a sair.

Outra coisa interessante é perceber os objetivos variados das crianças.
Sim, elas variam muito mais neles.
Algumas acreditam até que um simples computador, projetado para o uso de uma única pessoa,
é uma espécie de Megazord em que uma pessoa controla cada membro. Entenda por membros o mouse, o teclado e o fone de ouvido.
Desse jeito, elas se juntam em três para lutar contra o mal (ou ser o malvadinho, a depender do jogo), cada um controlando cada parte, gritando bastante e gerando desconforto para a pessoa atarefada ao lado.
Com o tempo, também é fácil se acostumar com esse tipo de coisa e aprender a jogar os pequeninos pela janela.

Existem também as exposições via Internet. Um grupo grande de meninas com 14 ou 15 anos interessadas apenas em assistir a conversa da única que usa o computador. De brinde, as meninas vêem fotos dos rapazes em que estão interessadas ou fotos delas mesmas, expondo uma de cada vez. Pouco espaço pra esse tipo de coisa complica o trabalho de quem está administrando a Lan, precisando avisá-las de que tanta gente ao redor de um único computador pode, no mínimo, atrapalhar quem está do lado.

Também tem as pessoas que procuram relacionamentos. Dentre esse grupo específico, existe uma variação enorme de incômodos. Alguns acreditam que irão casar e ter filhos apenas navegando em salas de bate-papo. A crença da pessoa é independente de qualquer um. Se assim deseja, case e tenha seus filhos acessando. O problema é quando as pessoas sentem a necessidade humana de mostrar aos amigos e assim, lá vem aquele grupo enorme alojar-se ao lado de um computador, atrapalhando mais uma vez a pessoa ao lado. Ao reclamar, você toca num lado emocional, surgem então discussões e comentários do tipo "por que ele não pode ficar aqui do lado? Eu pagando!"

Enfim...

Pra quem trabalha num lugar desse tipo, as sinceras considerações de quem já viu duas pessoas tentando usar um headphone ao mesmo tempo (assim mesmo como você imaginou).
Talvez você não veja muita coisa pior...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Interesse

O ônibus não estava cheio... Todos os passageiros estavam sentados e havia lugares vazios.

O silêncio é interrompido bruscamente por um choro alto, um grito.
Instintivamente, todos se viram procurando a pessoa que gritou. Deparam-se com uma criança, uma menina de 6 ou 7 anos que entrava no ônibus com uma mulher, possivelmente sua mãe.

Todos entendem e voltam sua atenção para o nada que estava anteriormente instalado.

A menina entra correndo e sobe logo num banco da janela, chorando muito alto e olhando para alguém do lado de fora.

-Vem aqui, !

A senhora do lado de fora sorri docemente e encosta-se ao ônibus ainda parado, pronto para partir. Ela toca na mãozinha da pequena que continua a chorar. A despedida é emocionante.

-Me dá dois reais!

O ônibus segue e a senhora acena para a menina, rindo da atitude surpreendentemente interesseira da criança.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ciclo

Sou uma pessoa temerosa a mudanças. Sempre fui assim.
É difícil admitir mas é a verdade.

Lembro do primeiro dia de aula. Aliás, lembro da véspera do primeiro dia, do nervoso, da agonia, da timidez que seria inevitável entre pessoas que ainda não conhecia.
Lembro de ter visto algumas pessoas, daquela simpatia à primeira vista, da vontade de me aproximar mais e diminuir minha angústia.

Enfim... Lembro da primeira aula de Oficina, que me chamou atenção por quebrar a rotina que estamos acostumados.
Lembro de adorar a dinâmica de chegada com os cartões, de adorar a troca de história, de adorar as crônicas procuradas, a saída ao shopping, as uniões com a turma vizinha...

Lembro de ter me tranquilizado ao longo dos meses, de ter me sentido no lugar em que eu deveria estar, com pessoas com quem eu deveria estar.

E agora, percebo que o fim está próximo.
Não do curso, ainda faltam alguns anos. Mas da disciplina que, sem exageros, se tornou minha preferida.
E percebo também que aquela sensação de angústia se repete neste momento, com tanta intensidade quanto da primeira vez. Só inverti os motivos, a sensação é a mesma. Não mais por estar numa situação nova. Agora, é por sair de uma rotina da qual me acostumei.

Minhas sextas-feiras nunca mais serão as mesmas...

domingo, 16 de novembro de 2008

"Abandonado por você"

Coisas consideradas bregas estão por aí o tempo todo... Nem todas são prejudiciais, eu diria.
Independentemente de descobrir quais são ou não prejudiciais, a professora Eliana nos deu uma atividade diferente: compor uma música assumidamente brega romântica.

Devido a alguns probleminhas, acabei chegando tarde na aula e, ao entrar na sala, tia Eliana soltou um comentário animado:
"Mais uma pra fazer a música brega!"

Na hora, me sentindo um pouco mal, nem prestei muita atenção. Fui beber água e quando voltei ficou esclarecido do que se tratava a dinâmica de chegada.

E gostei.

Acredito que quando uma pessoa te diz para fazer algo que já é assumidamente ruim (no caso, o "brega" teve esse efeito), você ganha uma certa tranquilidade...

Ela não nos mandou escrever um poema, ou uma letra de música romântica apenas ou um texto mais profundo. Ela disse "brega". Não sei se a intenção dela era bem essa, mas acredito que a palavra foi usada para nos dar essa tranquilidade.

Vamos à produção!

Concordei com o que ela disse: é possível escrever qualquer coisa com o processo de criação voltado nas coisas já vividas... Não necessariamente situações, mas frases e palavras já ouvidas. E a nossa "produção" foi baseada nessa idéia, afinal, mesmo que não se ouça a tal música brega romântica, ela está em todo o canto e é possível perceber com muita facilidade quais as frases repetidas que mais compõem esse tipo de cancioneiro.

Coração partido, amor a primeira vista, outras coisas do tipo e lá estava nossa musiquinha escrita no quadro.

A letra:
Não aguento mais ficar sem você
Depois daquele dia que te vi
Sob a luz do amanhecer

Meu coração ficou partido
Por que tinha me iludido
Achando que você ficaria comigo

Me perdi no seu olhar
Foi amor a primeira vista
Mas comigo você não quis ficar
Me deixou sem nenhuma pista

E hoje vivo a sofrer
Abandonado na solidão
Sem saber o que escolher
Entre você e meu coração

Me perdi no seu olhar
Foi amor a primeira vista
Mas comigo você não quis ficar
Me deixou sem nenhuma pista

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Insólito

Nada pior do que esperar alguém que se atrasa. Ele estava num momento desses.

Enquanto pessoas iam e voltavam do PAF I, ele, em frente ao Instituto de Biologia falava ao celular olhando em volta, como se estivesse na espera de alguém que deveria ter chegado há muito.

Pensei: "é ele!". Sentei para observar com minha agenda já aberta e a caneta a postos.
Ele desligou o telefone e continuou olhando em volta como se estivesse pronto para dar uma bronca na pessoa irresponsável.

"Ah, melhor dar uma volta..." Ele andou e eu o segui. Estava tão atordoado que nem percebeu uma pessoa estranha ligada em todos os seus movimentos. De camisa laranja, bermuda cinza, uma grande mochila e uma pasta na mão, ele seguia olhando em volta mexendo na pequeno cavanhaque. Até que entrou no prédio de aulas. "Vou ter que achar outra pessoa... Ele deve ter ido pra sala de aula." Percebi que tinha me enganado quando vi o rapaz parado em frente à escada do prédio. Estava realmente agoniado... Logo depois de entrar, saiu do lugar e foi até a pilastra, perto do pátio. "Aah, ela não chega!" Ligou novamente indo ao meio do pátio. Voltou e parecia que ia sair do PAF I. Parou na saída. Viu um outro rapaz, falou alguma coisa... A pessoa não chegava.

Num dos muitos olhares em volta ele se assustou: uma garota olhava fixamente pra ele enquanto escrevia na agenda. "Ixe, ele me viu..." Tentei disfarçar. Ele agora não olhava em volta atrás da tal pessoa irresponsável. Olhar em volta foi uma arma para que ele tentasse entender o que a garota queria olhando pra ele e escrevendo.

Acabou o tempo da atividade. Hora de voltar pra sala. Passei bem perto do observado que não levantou a cabeça e deveria estar no mínimo, curioso...

Nada pior do que esperar por alguém que se atrasa. Num desses momentos rotineiros pode acontecer algo insólito e ter alguém observando todos os seus movimentos ao anotar num caderninho.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Poética

Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo

Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.

De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de shakespeare

- Não quero mais saber de lirismo que não é libertação.

Manuel Bandeira

sábado, 11 de outubro de 2008

Oficina em sala de aula - 10.10.2008

Mais um aula fora de nossa sala habitual... Dessa vez, houve uma união entre a turma de Oficina da professora América e a nossa. Todos ao ILUFBA, numa sala audio-visual, assistir a apresentação de um seminário dos alunos da outra turma, com direito a debate e a lanche.

Numa sala cheia, aconteceram as apresentações. Assuntos variados trabalhados em cima de diversos textos passados por América.
A primeira aluna a se apresentar comentou sobre a liberdade de leitura e interpretação, fazendo considerações sobre o ato de estudar.
Uma das apresentações que mais me chamou atenção foi um diálogo entre dois alunos, discutindo o Demônio da Teoria de Compagnon. Ambos tinham opiniões contrárias ao autor ao mesmo tempo em que divergiam entre si. O texto falava sobre uma das questões mais comentadas quando o assunto é arte: o que é literatura? Segundo um dos alunos, a pergunta correta deveria começar com "quando é...?", já que as expressões faladas, textos impressos ou manuscritos, ou até mesmo um blog podem ser considerados literários.

Houve um comentário a respeito de Aristóteles e Platão, já que em sua época o termo literatura não existia, entretanto ambos ditavam regras de comportamento e seguimento das expressões artísticas, não considerando como arte a comédia e o canto satírico, apenas as tragédias. Um terceiro aluno se juntou ao diálogo, com uma opinião voltada para a idéia de interpretação, comentando que para ele, o termo Literatura só se aplica a ficção, já que esta tem uma função estética. Momento para comentários de Eliana Mara, em que ela concluiu que definir literatura não é o mais importante.

Parada para o lanche. Na volta, três alunas se apresentaram juntas. A primeira, comentando as explosões de linguagem que existem no mundo e como é necessário aprender a ler, não só palavras, mas um prédio, por exemplo, ou uma pintura, um filme, uma expressão... A segunda procurou definir o termo leitura, usando sua origem no Latim, em que legere significava colher, armazenar. A terceira comentou a função do leitor, "ser solidário, mas não solitário".

Não houve tempo suficiente para todos os alunos: adiar foi a solução. Ao fim de todas as considerações finais, os blogs das turmas foram trocados e foi definido o roteiro da próxima aula.

Em qualquer situação, em qualquer lugar, o ritual se faz presente. O aluno apavorado da sexta passada sumiu... Teria ele fugido? De qualquer forma, rodinha, beijinhos, palminhas e despedidas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Citações

Eu gosto de citações... Na verdade, gosto de umas com a mesma intesidade que detesto outras... Aquelas famosérrimas, batidas que muita gente adora comentar são um bom um exemplo para o segundo caso...


Bem, a meu ver, algumas são muito boas e não tiro seu valor. Mas o que irrita muito, pelo menos a mim, é a repetição. Imagino que muitas por serem tão boas acabam sendo tão repetidas. Tem um efeito parecido com os clichês, aqueles que você não aguenta mais ao mesmo tempo que assume sua veracidade...


As minhas preferidas, geralmente, são as engraçadas...


Enfim... Não tinha pensado na possibilidade de postar as citações que a profa. Eliana Mara nos pediu para guardar até um comentário cheio de pesar que ela soltou hoje...
Antes tarde do que nunca!

Castelo:
"O mundo anda tão caótico que Deus logo aumenta os Dez Mandamentos para vinte."


"O egocêntrico ficou tão cheio de si que se suicidou"


Millôr:
"A feiura tem uma vantagem: dura mais do que a beleza."


"Você pode evitar descendentes mas não pode evitar antepassados."


Picasso:
"Toda criança é artista. O problema é permancer artista depois de crescer."


Cazuza:
"Fico feliz quando penso que o homem difere dos bichos e das plantas porque pode amar sem reproduzir - embora o papa não goste disso."


John Lennon:
"A vida é aquilo o que acontece enquanto você faz planos."


George Bernard Shaw:
"Tem gente que sonha com realizações importantes e há quem vá lá e realiza."


Michel Eyquem de Montaigne:
"A palavra é metade de quem a pronuncia e metade de quem a escuta."


Anônimo:
"Nasci careca, pelado e sem dente. O que vier é lucro."


Maria Von Ebner-Eschenbach:
"Não acreditamos em reumatismo nem em amor verdadeiro até o primeiro ataque."


Madonna:
"Pobre é o homem cujos prazeres dependem da permissão de outro."

domingo, 5 de outubro de 2008

A Perfeição - Clarice Lispector


O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.

O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.

Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.

O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.

Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

sábado, 4 de outubro de 2008

Oficina em sala de aula - 03.10.2008

Poesias, poesias, poesias, pequena exposição, carta, rodinha, beijinhos...

A aula foi toda voltada a poesia. Já na dinâmica de chegada, precisamos escolher uma do livro que caísse em nossas mãos, como uma forma de dizer bom dia a turma. Depois de uns minutos, com algumas pessoas ainda chegando, a atividade foi completada e dissemos nossos "bom dia".

O próximo assunto foi poesia mesmo. Eliana foi pra parte teórica do assunto. E nos foi dada outra atividade relacionada com o tema. Dessa vez, escolher uma poesia para tentar interpretar a técnica usada pelo autor. Além disso, ela deu a cada aluno duas folhas de papel e algumas canetinhas, para que expressássemos visualmente no papel o tema do autor.

Depois de trinta minutos de trabalho, houve uma pequena exposição na qual os trabalhos de cada aluno foi colado na parede. Cada um comentaria o porquê de ter feito esse desenho ou escrito aquela frase. As motivações foram diversas, de interrogações representando a falta de ligação com a poesia, ou um desenho por não ser tão fã do estilo, ou um esquema explicando detalhes do que foi lido, também alguns expondo como vêem esse tipo de escrita... Entre outros.

Intervalo. Na volta, Eliana nos deu uma atividade diferente. Envelope e selo para todos: uma carta para ser escrita e enviada a ela, com o objetivo de chegar em sua casa no máximo na quinta-feira. Envelope decorado está valendo, além de algum caso ou história que não seja muito pessoal a ponto de não poder ser contada em sala.

Atividades para a próxima semana definidas. Rodinha tradicional de fim de aula. Algum aluno ficou apavoradíssimo com o fato de estar ao lado de outro homem nessa tradição de fim de aula que envolve beijinhos no rosto. Risada geral. Frases finais, beijinhos finais, palminhas finais.

sábado, 27 de setembro de 2008

Oficina - Aula externa - 26.09.2008


Shopping, impressões, sentidos, livros, entrevistas, lanche, fotos e beijos públicos.

A aula foi externa, marcada no Shopping Barra. O encontro aconteceu às 9:10h e já saímos em busca de impressões, sentidos ou situações na dinãmica de chegada. Música misturada a ruídos, alguns cheiros, algumas cores, situações, gritos do nada e manequins verdes me chamaram a atenção e foram anotados. Rodinha para expor o que foi visto em plena seção infantil do Siciliano. Saímos, então, para a entrevista.

Saí num trio e foi feita a entrevista de um jeito bem formal, eu diria. Na volta, lemos crônicas enquanto o resto das pessoas não voltavam. Uma me chamou muita atenção, "Fazer nada" de Rubens Alves.

Todos juntos, ida à praça de alimentação. Contamos nossa entrevista, ouvimos as de todos. Dado o intervalo, foi providenciado um lanche. Na volta, comemos e ouvimos algumas considerações finais.

Eliana nos pediu algumas coisas para a próxima aula. Houve um sorteio de um livro e Ralph ganhou. Mesmo num lugar público e consideravelmente cheio, o ritual rodinha/palavras/beijinhos aconteceu. Até palminhas tentando discrição.

Nesse tipo de lugar, no intervalo de tempo em que estivemos lá, é possível perceber um efeito "pôr-do-sol". Chegando pela manhã, é notável o vazio, o distaciamento, os ruídos abafados mas poucos e, enquanto o tempo passa, as coisas se aproximam, ruídos aumentam e há pessoas por todo lado. Impossível não sentir a diferença entre o primeiro momento e o último dentro do shopping.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cuidados no trânsito

Acidentes de carro acontecem diariamente. Muitas mortes são causadas por eles. Uma das maiores questões para se resolver esse tipo de problema está na causa específica do acidente que pertence, umas vezes, ao motorista e outras, ao pedestre.

Existem muitos motoristas imprudentes comentendo verdadeiros crimes pelas ruas mas é inegável que, em muitos dos acontecidos, a culpa foi claramente do pedestre, também imprudente desrespeitando as leis de trânsito.

Acessando a internet esses dias, vi uma notícia quase corriqueira de acidente de carro com mortes do motorista e do pedestre. Quase corriqueira se não fosse por um detalhe. O pedestre morto se chamava Hilda, tinha 40 anos, pesava 5 toneladas e tinha sido libertada para se alimentar: era um elefante.

Concluo, então, que para diminuir casos de acidentes é preciso educação para o motorista e para o pedestre e, é claro, tomar cuidado com a hora do lanche.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Pessoas



"Somos todos interessados em pessoas.

Está em nossos genes. Mesmo quando crianças preferimos olhar para um rosto humano do que para outra coisa qualquer. Existe algo em todos nós que nos induz a contatar àqueles a nossa volta. Estou expressando o mesmo impulso.

Quando era muito jovem, não passei tempo desenhando nada além de pessoas. Até a faculdade, de fato, dificilmente desenhei ou sequer pintei outra coisa. Uma vez na faculdade, fiz experimentos com outros temas, abstracionismo, naturezas mortas e desenhos estruturais.
Meus professores desencorajavam-nos a trabalhar com pessoas, pareciam pensar que a arte figurativa era uma forma morta e não vendável no mundo das artes.

Descobri, porém, que não apreciava outros temas de tal forma e que não tinha aquele sentimento de fluidez enquanto pintava ou de realização quando terminava. Não estava de todo conectado à imagem e ela não significava nada pra mim.

Ao formar-me na universidade, voltei-me diretamente à criação de imagens de pessoas e nunca mais retornei. Quando pinto alguém, existe um momento em que a pessoa no quadro passa a existir, algo acontece e ele (ou ela) está ali, realmente ali.

Esse é o momento pelo qual anseio e a recompensa que me mantém pintando."
Ian Strawn - Pintor americano.
Texto retirado da revista ZUPI. Ano 03, edição 10, p. 81.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Observando pessoas

Não há nada melhor do que observar as pessoas em sua volta e tentar adivinhar como é a vida de cada um. Faço esse tipo de coisa quase que diariamente. E o melhor lugar pra se divertir dessa forma é, sem dúvida, um ônibus.

No dia 22/09, na minha volta pra casa depois das aulas, cansadérrima e com fome, me distraí no fundo do ônibus olhando cada pessoa ao meu redor. Estava na última fileira, no banco do meio, o que me permitiu uma boa e discreta visão de todos.

Na janela, à minha direita, estava uma senhora de cabelos curtinhos, com sacolas transparentes cheias daqueles produtos que vemos em armarinhos. Ao lado dela, sentou uma moça bonita fardada (perecia farda de clínica). Ela estava com um desses saquinhos de supermercado com dois pacotes de café dentro. Eu, no meio. Na janela, à esquerda, tinha uma mulher que não reparei muito. Entre ela e eu, uma moça jovem arrumava uns biquinis num saco. Acho que eram reformados. Ainda à esquerda, na janela dos bancos da frente, uma senhora assistindo a paisagem. Ao lado dela, outra senhora que folheava atentamente uma revista TOK & STOK, circulava alguns móveis. Nos bancos do outro lado, mais duas mulheres (nossa, o mundo anda cheio de mulheres!).

Num determinado momento do percurso, um vendedor ambulante trabalhando no ônibus reconheceu a senhora que olhava a paisagem e iniciou-se uma conversa que durou alguns minutos. Conversavam sobre casos de família tão naturalmente que me senti parte da vida deles. Se despediram, ele seguiu caminho, descendo pouco depois das "duas mãos" do Comércio.

O resto da viagem foi parado.

Depois de descrever parte da minha volta pra casa, você pode até pensar que essa coisa de observar vidas alheias é uma atividade meio inútil. Inútil é. Mas é muito bom fazer de vez em quando.

sábado, 20 de setembro de 2008

Cabaret


Existem vários comerciais engajados quando o assunto é meio ambiente. Um deles me chamava muito a atenção, principalmente pela música tocada, que tinha uma sucessão da palvra "money"... Um amigo então, me manda um vídeo da cantora e atriz Liza Minnelli. Procurando por outros vídeos dela, encontro uma cena de um filme que se chama Cabaret. Nesta cena, ela e um homem baixinho com terno elegante e rosto maquiado cantam a música daquele comercial. A partir daí, descrubo, pesquisando pela internet, que aquele filme foi feito em 1972 e é um musical que se passa num cabaré. Consegui o filme, assisti e me apaixonei.

A história se passa na Alemanha, em 1930. Sally Bowles, cantora de cabaré que sonha em ser atriz de cinema, conhece Brian Robets, um professor inglês bissexual e os dois se apaixonam. O relacionamento deles está tranquilo até que Sally conhece um nobre alemão e através dele, enxerga um jeito de conseguir seu estrelato. Sally e Brian se envolvem com esse homem. Ela fica grávida, Brian diz, então, que quer se casar com ela e ter o filho mesmo que haja a possibilidade de não ser dele. Mas as coisas não acontecem bem como o planejado. Enquanto os romances se desenvolvem, o Nazismo começa a aparecer na Alemanha e é mostrado no filme como coadjunvante. É possível perceber de uma forma discreta como o Nazimo era mal visto pelos alemães no início e como as coisas mudaram com o tempo.


Uma das coisas que mais gosto no filme são as "representações" da realidade através dos palcos do cabaré onde Sally trabalha. No início do filme, na música "Willkommen", o MC, representado por Joel Gray, aquele homem baixinho com terno elegante e maquiagem no rosto, apresenta o local, comentando como a vida é chata e complicada e que lá, no cabaré, as coisas são diferentes. "A vida, as garotas... Até mesmo a orquestra é bela".

Depois, em "Mein Herr", é possível perceber a definição da personalidade de Sally. Outros momentos, alguns que envolvem violência e preconceitos difundidos pelo Nazismo também são representados nos palcos.

A última música que Sally canta (pra mim, a mais bonita e emocionante), prega o ideal de viver o que é preciso e aproveitar todos os momentos possíveis, já que a vida é simplesmente um cabaré.
"I used to have a girl friend known as Elsie
With whom I shared
Four sordid rooms in Chelsea
She wasn't what you'd call
A blushing flower...
As a matter of fact she retend by the hour

The day she died the neighbors
came to snicker:
"Well, that's what comes from too much pills and liquor."
But when I saw her laid out like a queen
She was the happiest corpse I've ever seen.

I think of Elsie to this very day.
I remember how she'd turn to me and say:
What good is sitting all alone in your room?
Come hear the music play!
Life is a Cabaret, old chum...
Come to the Cabaret."

O filme teve 10 indicações ao Oscar do ano de 72, vencendo 8, entre elas a de Melhor Atriz para Liza Minnelli, Melhor Ator Coadjunvante para Joel Gray e Melhor Diretor para Bob Fosse.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Oficina em sala de aula - 19.09.2008

Histórias de relações individuais com a leitura, teoria, citações, agendas, broncas, crônicas primeiras com direito a rascunho na folha entregue, combinada a aula ao "ar livre", entrega dos resumos, exercício novo e beijinhos.

Como em toda aula, uma atividade inicial foi aplicada. Precisamos escolher histórias marcantes que envolvessem leitura. Algumas fofinhas, outras traumáticas, outras mais "prazerosas"... Depois de apresentadas, a profa Eliana comentou sobre a leitura na vida de cada pessoa, sobre como possíveis traumas da infância criam bloqueios na hora de produzir ou ler textos.

Depois, foram pedidas as citações já pedidas há semanas. Algumas muito interessantes. Baseado no texto Frases, Eliana exemplificou como é feita uma boa frase. Como desconstruir e reconstruir ou como o ritmo ajuda na hora de produzir boas frases.

Crônicas, mais uma vez! Eliana nos pediu uma "primeira crônica"... Nada de perfeição, apenas um texto produzido por nós com, talvez, um tema escrito na agenda. E entregue com o rascunho em outra parte do papel, nada de jogar fora a evolução do texto.

Combinamos, então, a aula fora do prédio. Pensamos no Aeroporto mas as aulas anteriores e as posteriores de alguns alunos seriam prejudicadas com a distância. Então, foi decidida a aula no Shopping Barra, por ser bem mais próximo.

Fim da aula: rodinha, palavras, todo mundo fazendo um "exercício" novo, beijinhos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Oficina em sala de aula - 12.09.2008

A alma da profa Eliana dividida entre vários lugares, crônicas, Rômulo de barba feita, Tassia de cabelo mais curto, crônicas interessantes, Papai Noel roubado e contra-bandeado, fotenhas, batismo dos blogs e comida! Muita comida!
Assim foi a aula hoje.

Apesar de toda a preparação pra o santo dia do Batismo, a profa nem pode estar conosco direito... Uma pena. Mas a aula não deixou de ser interessante por isso. Gosto da parte teórica de Eliana por que consegue manter meu interesse (mesmo que meu pé inquieto a deixe agoniada, juro que não é falta de interesse, muito menos tédio).

Crônicas são interessantes. Textos simples, sem muitas regras... Quer coisa melhor pra mim, que nunca fui aspirante a escritora? Mas tirando a parte preguiçosa dessa minha motivação, é verdade que as crônicas são um dos tipos de textos que mais me atraem... Por essa tranquilidade, elas acabam me dando mais ânimo pra leitura, o que é imprescindível.

Eliana nos deu umas crônicas pra lermos... Algumas ótimas. Inclusive, um elemento da sala roubou uma crônica que não nos foi passada e saiu passando ilegalmente por nós. Impagável a crônica. De longe a melhor, muito engraçada. Outras me chamaram atenção também. Talvez falemos delas na próxima aula.

Depois dos acontecidos, ao Batismo! Fotinhas, claro, que ninguém é de ferro. Batizamos os blogs, com direito a água-benta imaginária! Nada melhor! Comemos, limpamos a sujeira. E até a próxima sexta...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Título do Blog


John Lennon! Gênio!
Clichê, eu sei... Mas uma verdadeira verdade.

Não preciso falar da importância desse homem, da sua história, suas músicas, suas letras, muito menos da sua banda...
Mas, posso falar que ando ultimamente viciada nele.

Quando me foi dada a "missão" de dar um título a esse blog que você está lendo, me veio em mente: Instant Karma! Esse é o nome de uma música dele, na verdade, a minha música preferida dele.

Isso é fruto do vício, não nego, mas também tem uma influência estética e ideal (ooooh!).

Tem sim...

O nome, em si, chama atenção (pelo menos a minha)...

E a idéia de carma (ou karma) sempre me chamou atenção mesmo.
Essa coisa de "tudo volta pra você" é bem interessante. Fora que o Hinduísmo (que usa muito esse termo) e as culturas orientais em geral me fascinam.
Esse blog me dá essa idéia, e as minhas "escritas" recém-nascidas sempre vão ter muito a ver com isso.
Já a idéia de instantâneo me remete a essa rapidez da internet. Sendo bem recebido o seu texto, você lê comentários a respeito, sabe das opiniões dos "leitores" de uma foma bem rápida...

Enfim... Explicar um título de blog não é das coisas mais fáceis, mas eu tentei.


Letrinha!
John Lennon foi pacifista até o fim. Essa letra, como a grande maioria, tem esse cunho revolucionário, esse ideal de "peace and love".
Lá vai:

John Lennon - Instant Karma! (we all shine on)

Instant Karma's gonna get you
Gonna knock you right in the head
You better get yourself together
Pretty soon your gonna be dead

What in the world you thinking of?
Laughing in the face of love
What on Earth you try'na do?
It's up to you
Yeah, you

Instant Karma's gonna get you
Gonna knock you right in the face
You better get yourself together darling
Join the human race

How in the world you gonna see?
Laughing at fools like me
Who on Earth d'you think you are?
A superstar?
Well, right you are

And we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Well, we all shine on
Everyone, c'mon

Instant Karma's gonna get you
Gonna knock you off your feet
Better recognise your brothers
Everyone you meet

Why in the world are we here?
Surely not to live in pain and fear
Why on Earth are you there
When you're everywhere
Gonna get your share

Well, we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Yeah, we all shine on
C'mon and on and on, on, on

Yeah, yeah
alright

Well, we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Yeah, we all shine on
On and on and on, on and on...

Sou ativista


Assistindo à proganda eleitoral esses dias, vi que os vereadores com menos tempo de falar sobre seus projetos escolhem um assunto ou problema, geralmente, ligado ao seu currículo ou sua experiência de vida. Não vou falar de política, até por que não sou tão boa nisso, nem criticar os "pobres vereadores" com tão pouco tempo para apresentar seus projetos. Só uso esse caso pra mostrar como as coisas funcionam: é comum ver que as pessoas só se interessam em resolver problemas que as atingem.

Geralmente, pessoas que sofrem por algum tipo de violência se interessam na segurança com mais avidez. Pessoas que lutam pra quebrar regras impostas pela ditadura da beleza, geralmente, são pessoas que não se encaixam muito bem nesse padrão. Quem pertece à camadas sociais ou etnias que sofrem preconceito é mais dedicado quando o assunto é ser contra a discriminação. A homofobia é vista como verdadeiro crime, na maioria das vezes, pelos gays...
E é disso que vou falar.

Eu sou heterossexual. Mas me considero uma ativista pela causa GLBT. Não falo com pretensão, nem digo que saio com camisetas sobre o assunto, nem nunca fui à Parada Gay (não por falta de vontade, mas por falta de tempo mesmo). Mas me considero ativista por que uma das coisas que mais me irritam é homofobia. É um absurdo tão imenso... Eu tenho consciência de que a homossexualidade não é escolhida (idéia errada passada há gerações que só piora a situação). Tenho pessoas próximas e muito queridas que são gays, sei o que acontece com elas, sei pelos problemas que passam e sempre pensei nisso, mesmo antes de conhecê-las.
Me irrita ver como as pessoas são paradas em relação a isso, como se não fosse da conta delas e o pior: como se fosse o caminho certo. Esse é o grande problema. Acredito que todos poderiam ser ativistas. Ativistas na consciência, jogando fora o comportamento preconceituoso. Já seria uma mudança imensa.

É triste e injusto ver pessoas como eu ou você deixando de lado suas vontades, seus desejos para satisfazer ideais de outras pessoas. Triste saber que muitos levam uma vida dupla por saber que isso provocaria um choque nos seus pais ou comentários maldosos de outros familiares, sendo que a família deveria ser seu maior apoio. Injusto saber que enquanto eu ando de mãos dadas com meu namorado por aí, fazendo carinhos nele quando me dá vontade, muitos não podem fazer o mesmo com seus parceiros com medo de agressões. Triste saber que mesmo se casando, eles não tem os mesmo direitos que qualquer pessoa teria.

Muitas coisas mudaram, é fato. Verdade que há anos atrás, não poderia existir uma manifestação como as Paradas Gays com milhares de pessoas participando, heteros e homos. É fato também que estamos prestes a assinar uma lei que criminaliza a homofobia e que em muitos países, já acontece o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Só falta uma boa parte das pessoas, principalmente por aqui nesse país, mudarem seu ponto de vista (até por que a sexualidade alheia não é nenhum partido pra ser aceito ou não; é preciso apenas respeitá-lo) e se tornarem ativistas também.