segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Memory of a Free Festival


David Bowie - Memory of a Free Festival

The Children of the summer's end
Gathered in the dampened grass
We played Our songs and felt the London sky
Resting on our hands
It was God's land
It was ragged and naive
It was Heaven

Touch, We touched the very soul
Of holding each and every life
We claimed the very source of joy ran through
It didn't, but it seemed that way
I kissed a lot of people that day

Oh, to capture just one drop of all the ecstasy that swept that afternoon
To paint that love
upon a white balloon
And fly it from
the topest top of all the tops
That man has pushed beyond his brain
Satori must be something
just the same

We scanned the skies with rainbow eyes and saw machines of every shape and size
We talked with tall Venusians passing through
And Peter tried to climb aboard but the Captain shook his head
And away they soared
Climbing through
the ivory vibrant cloud
Someone passed some bliss among the crowd
And We walked back to the road, unchained

"The Sun Machine is Coming Down, and We're Gonna Have a Party
The Sun Machine is Coming Down, and We're Gonna Have a Party
The Sun Machine is Coming Down, and We're Gonna Have a Party
The Sun Machine is Coming Down, and We're Gonna Have a Party
The Sun Machine is Coming Down, and We're Gonna Have a Party."

domingo, 28 de setembro de 2008

We Float

"So will we die of shock?
Die without a trial
Die on Good Friday
While holding each other tight
This is kind of about you
This is kind of about me
We just kind of lost our way
But we were looking to be free

But one day we'll float...
Take life as it comes."
PJ Harvey

TVC 15

Desenho de Tiago Vieira.

"Transition...
Transmission...
Transition...
Transmission...

Oh, my TVC one five! Oh, TVC one five...!"
David Bowie

sábado, 27 de setembro de 2008

Oficina - Aula externa - 26.09.2008


Shopping, impressões, sentidos, livros, entrevistas, lanche, fotos e beijos públicos.

A aula foi externa, marcada no Shopping Barra. O encontro aconteceu às 9:10h e já saímos em busca de impressões, sentidos ou situações na dinãmica de chegada. Música misturada a ruídos, alguns cheiros, algumas cores, situações, gritos do nada e manequins verdes me chamaram a atenção e foram anotados. Rodinha para expor o que foi visto em plena seção infantil do Siciliano. Saímos, então, para a entrevista.

Saí num trio e foi feita a entrevista de um jeito bem formal, eu diria. Na volta, lemos crônicas enquanto o resto das pessoas não voltavam. Uma me chamou muita atenção, "Fazer nada" de Rubens Alves.

Todos juntos, ida à praça de alimentação. Contamos nossa entrevista, ouvimos as de todos. Dado o intervalo, foi providenciado um lanche. Na volta, comemos e ouvimos algumas considerações finais.

Eliana nos pediu algumas coisas para a próxima aula. Houve um sorteio de um livro e Ralph ganhou. Mesmo num lugar público e consideravelmente cheio, o ritual rodinha/palavras/beijinhos aconteceu. Até palminhas tentando discrição.

Nesse tipo de lugar, no intervalo de tempo em que estivemos lá, é possível perceber um efeito "pôr-do-sol". Chegando pela manhã, é notável o vazio, o distaciamento, os ruídos abafados mas poucos e, enquanto o tempo passa, as coisas se aproximam, ruídos aumentam e há pessoas por todo lado. Impossível não sentir a diferença entre o primeiro momento e o último dentro do shopping.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cuidados no trânsito

Acidentes de carro acontecem diariamente. Muitas mortes são causadas por eles. Uma das maiores questões para se resolver esse tipo de problema está na causa específica do acidente que pertence, umas vezes, ao motorista e outras, ao pedestre.

Existem muitos motoristas imprudentes comentendo verdadeiros crimes pelas ruas mas é inegável que, em muitos dos acontecidos, a culpa foi claramente do pedestre, também imprudente desrespeitando as leis de trânsito.

Acessando a internet esses dias, vi uma notícia quase corriqueira de acidente de carro com mortes do motorista e do pedestre. Quase corriqueira se não fosse por um detalhe. O pedestre morto se chamava Hilda, tinha 40 anos, pesava 5 toneladas e tinha sido libertada para se alimentar: era um elefante.

Concluo, então, que para diminuir casos de acidentes é preciso educação para o motorista e para o pedestre e, é claro, tomar cuidado com a hora do lanche.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Pessoas



"Somos todos interessados em pessoas.

Está em nossos genes. Mesmo quando crianças preferimos olhar para um rosto humano do que para outra coisa qualquer. Existe algo em todos nós que nos induz a contatar àqueles a nossa volta. Estou expressando o mesmo impulso.

Quando era muito jovem, não passei tempo desenhando nada além de pessoas. Até a faculdade, de fato, dificilmente desenhei ou sequer pintei outra coisa. Uma vez na faculdade, fiz experimentos com outros temas, abstracionismo, naturezas mortas e desenhos estruturais.
Meus professores desencorajavam-nos a trabalhar com pessoas, pareciam pensar que a arte figurativa era uma forma morta e não vendável no mundo das artes.

Descobri, porém, que não apreciava outros temas de tal forma e que não tinha aquele sentimento de fluidez enquanto pintava ou de realização quando terminava. Não estava de todo conectado à imagem e ela não significava nada pra mim.

Ao formar-me na universidade, voltei-me diretamente à criação de imagens de pessoas e nunca mais retornei. Quando pinto alguém, existe um momento em que a pessoa no quadro passa a existir, algo acontece e ele (ou ela) está ali, realmente ali.

Esse é o momento pelo qual anseio e a recompensa que me mantém pintando."
Ian Strawn - Pintor americano.
Texto retirado da revista ZUPI. Ano 03, edição 10, p. 81.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Observando pessoas

Não há nada melhor do que observar as pessoas em sua volta e tentar adivinhar como é a vida de cada um. Faço esse tipo de coisa quase que diariamente. E o melhor lugar pra se divertir dessa forma é, sem dúvida, um ônibus.

No dia 22/09, na minha volta pra casa depois das aulas, cansadérrima e com fome, me distraí no fundo do ônibus olhando cada pessoa ao meu redor. Estava na última fileira, no banco do meio, o que me permitiu uma boa e discreta visão de todos.

Na janela, à minha direita, estava uma senhora de cabelos curtinhos, com sacolas transparentes cheias daqueles produtos que vemos em armarinhos. Ao lado dela, sentou uma moça bonita fardada (perecia farda de clínica). Ela estava com um desses saquinhos de supermercado com dois pacotes de café dentro. Eu, no meio. Na janela, à esquerda, tinha uma mulher que não reparei muito. Entre ela e eu, uma moça jovem arrumava uns biquinis num saco. Acho que eram reformados. Ainda à esquerda, na janela dos bancos da frente, uma senhora assistindo a paisagem. Ao lado dela, outra senhora que folheava atentamente uma revista TOK & STOK, circulava alguns móveis. Nos bancos do outro lado, mais duas mulheres (nossa, o mundo anda cheio de mulheres!).

Num determinado momento do percurso, um vendedor ambulante trabalhando no ônibus reconheceu a senhora que olhava a paisagem e iniciou-se uma conversa que durou alguns minutos. Conversavam sobre casos de família tão naturalmente que me senti parte da vida deles. Se despediram, ele seguiu caminho, descendo pouco depois das "duas mãos" do Comércio.

O resto da viagem foi parado.

Depois de descrever parte da minha volta pra casa, você pode até pensar que essa coisa de observar vidas alheias é uma atividade meio inútil. Inútil é. Mas é muito bom fazer de vez em quando.

sábado, 20 de setembro de 2008

Cabaret


Existem vários comerciais engajados quando o assunto é meio ambiente. Um deles me chamava muito a atenção, principalmente pela música tocada, que tinha uma sucessão da palvra "money"... Um amigo então, me manda um vídeo da cantora e atriz Liza Minnelli. Procurando por outros vídeos dela, encontro uma cena de um filme que se chama Cabaret. Nesta cena, ela e um homem baixinho com terno elegante e rosto maquiado cantam a música daquele comercial. A partir daí, descrubo, pesquisando pela internet, que aquele filme foi feito em 1972 e é um musical que se passa num cabaré. Consegui o filme, assisti e me apaixonei.

A história se passa na Alemanha, em 1930. Sally Bowles, cantora de cabaré que sonha em ser atriz de cinema, conhece Brian Robets, um professor inglês bissexual e os dois se apaixonam. O relacionamento deles está tranquilo até que Sally conhece um nobre alemão e através dele, enxerga um jeito de conseguir seu estrelato. Sally e Brian se envolvem com esse homem. Ela fica grávida, Brian diz, então, que quer se casar com ela e ter o filho mesmo que haja a possibilidade de não ser dele. Mas as coisas não acontecem bem como o planejado. Enquanto os romances se desenvolvem, o Nazismo começa a aparecer na Alemanha e é mostrado no filme como coadjunvante. É possível perceber de uma forma discreta como o Nazimo era mal visto pelos alemães no início e como as coisas mudaram com o tempo.


Uma das coisas que mais gosto no filme são as "representações" da realidade através dos palcos do cabaré onde Sally trabalha. No início do filme, na música "Willkommen", o MC, representado por Joel Gray, aquele homem baixinho com terno elegante e maquiagem no rosto, apresenta o local, comentando como a vida é chata e complicada e que lá, no cabaré, as coisas são diferentes. "A vida, as garotas... Até mesmo a orquestra é bela".

Depois, em "Mein Herr", é possível perceber a definição da personalidade de Sally. Outros momentos, alguns que envolvem violência e preconceitos difundidos pelo Nazismo também são representados nos palcos.

A última música que Sally canta (pra mim, a mais bonita e emocionante), prega o ideal de viver o que é preciso e aproveitar todos os momentos possíveis, já que a vida é simplesmente um cabaré.
"I used to have a girl friend known as Elsie
With whom I shared
Four sordid rooms in Chelsea
She wasn't what you'd call
A blushing flower...
As a matter of fact she retend by the hour

The day she died the neighbors
came to snicker:
"Well, that's what comes from too much pills and liquor."
But when I saw her laid out like a queen
She was the happiest corpse I've ever seen.

I think of Elsie to this very day.
I remember how she'd turn to me and say:
What good is sitting all alone in your room?
Come hear the music play!
Life is a Cabaret, old chum...
Come to the Cabaret."

O filme teve 10 indicações ao Oscar do ano de 72, vencendo 8, entre elas a de Melhor Atriz para Liza Minnelli, Melhor Ator Coadjunvante para Joel Gray e Melhor Diretor para Bob Fosse.